PROPOSTA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
No Brasil a história da Educação
Especial acompanha a evolução da conquista dos Direitos Humanos. Houve uma
época, que pessoas com deficiência eram sacrificadas porque nada de útil representavam
para a sociedade. Durante séculos, os deficientes foram deixados à margem dos
grupos sociais. Mas, à medida que os Direitos do Homem à igualdade e à
cidadania tornaram-se motivo de preocupação, a história da educação especial
começou a mudar.
A histórica rejeição dos deficientes
cedeu lugar à compaixão e as atitudes de proteção e filantropia. Nesta fase, em
relação a educação, surgiram as classes especiais
(década de 70), dentro das escolas comuns, não por
motivos humanitários, mas sim para garantir que as crianças deficientes “não
interferissem no ensino”, ou não absorvessem as energias do professor.
Porém quando percebeu-se
que a tradicional prática da integração não só era insuficiente para acabar com
a discriminação que havia, e que não ocorria
a verdadeira participação com
igualdade de oportunidades para todos, no final da década de oitenta, surgiu o
conceito de Inclusão, ou seja, “para que as pessoas
com deficiência pudessem ter uma participação plena com igualdade de
oportunidades, seria necessário que não se pensasse em adaptar as pessoas a
sociedade e sim, adaptar a sociedade as pessoas”.
Passa-se
a viver um processo histórico caracterizado por mudanças, turbulências e
crises, mas também pelo surgimento de oportunidades. Há um processo social em
curso, denominado de Inclusão Social. De um lado, a sociedade começa a perceber
a existência de pessoas com deficiência e a se organizar para acolhê-las, de
outro as pessoas com deficiência começam a se mostrar, a reivindicar seus
espaços, a exercer seus papéis de cidadãs.
Dessa forma a Educação Inclusiva
inseriu de uma forma mais radical, completa e sistemática as crianças e adolescentes na rede
municipal de ensino, uma vez que seu objetivo é incluir um aluno ou grupo de
alunos que já foram anteriormente excluídos.
A inclusão escolar causa
uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os
alunos com deficiência, mas também os alunos portadores de necessidades
educacionais especiais decorrentes de fatores genéticos, inatos ou ambientais
de caráter temporário ou permanente, ou seja, não é o aluno que se molda ou se
adapta escola, é ela que, consciente de sua função, coloca-se a disposição do
aluno, tornando-se um espaço inclusivo. Neste contexto, a Educação Inclusiva é
concebida para possibilitar que o aluno com necessidades
educacionais especiais atinja os objetivos dentro de suas habilidades
respeitando suas limitações.
Embasado na legislação
vigente e com o objetivo de atender a crescente demanda de alunos portadores de
necessidades educacionais especiais, a Secretaria Municipal de Educação e
Cultura implantou no ano de 2005 o Centro Municipal de Atendimento de Educação
Especial “Professora Isméria Maria kasmirski” - (CDA), que comporta os seguintes serviços:
Serviço de Atendimento Educacional Especializado para alunos com Deficiência Visual/Cegos, Serviço de Atendimento Clínico nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Psicopedagogia
e Assessoria
Pedagógica, realizado nas Escolas e nos Centros de Educação
Infantil para professores que têm alunos com
deficiência.
Desde então a Educação
Inclusiva vem assumindo importância maior dentro da perspectiva de atender as
crescentes exigências. Com isto, sentiu-se a necessidade de definir
alternativas de atendimento, para apoiar a rede municipal neste processo.


